quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Glasgow

Parece que a vida está lentamente voltando ao normal. Depois de enfrentarmos temperaturas muito abaixo de zero, ventos da Sibéria e tempestades de neve típicas da Escandinávia (e não são adjetivos meus!) voltamos à casa dos -3º, -4º, que já tô até achando quentinho... Incrível como somos suscetíveis ao meio ambiente...

Estivemos em Glasgow no sábado. Fizemos o tour recomendado e aproveitei pra viajar no tempo...

Me lembrei de, aos 12, ir com meu avô no "The Barras", um típico mercado que se orgulhava de vender de tudo e cujo slogan alardeava que ali era possível encontrar os objetos e até os móveis de sua casa, se ela tivesse sido arrombada durante o fim-de-semana... Pois é, os glaswegians são conhecidos pelo senso de humor peculiar! Ele andava ao meu lado, atento e nostálgico, contando os causos de quando menino e suas artes com os irmãos às margens do rio Clyde. O mercado tá lá, do mesmo jeitinho, até hoje (acho que mudaram a propaganda!). Saudades, grandpa. Um parênteses, quando meu pai morreu ele me encontrou na cozinha chorosa, me abraçou e disse "your father was very proud of you". Era tudo o que eu queria ouvir, como será que ele sabia...

Rumamos para o centro da cidade e bem ali, à minha esquerda, o imponente prédio da Royal Infirmary, o hospital e escola de enfermagem onde minha avó estudou, nos idos de 1930. Sua família era de fazendeiros criadores de ovelha e ela veio jovem estudar na cidade. Ousado pra época. Como ela, também eficiente e direta.

Mostrar a cidade "deles" pros meninos e contar as histórias que um dia ouvi foi bacana.

Almoçamos em um café gostoso e pitoresco, The Willow Tree. O projeto é de Charles Rennie Mackintosh, que em 1900 propôs uma leitura nova para a estética vigente. Quem gostar do assunto pode visitar o site:

http://www.charlesrenniemac.co.uk/

Um dia intenso e emocionante. Do jeitinho que a gente gosta!

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